A crise chega a Hollywood

Marcos Guterman

15 de abril de 2009 | 00h31


Jim Carrey exibe seu talento: careta baratinha

Os estúdios de cinema de Hollywood estão começando a negociar contratos menos escandalosos com as estrelas de seus filmes. Até agora, atores podiam embolsar até US$ 20 milhões por um filme, graças a generosos contratos chamados de “first dollar gross” – nele, o astro recebe um percentual da renda bruta obtida com o filme. Ou seja: eventuais prejuízos são bancados integralmente pelo estúdio. Esse tipo de acordo está ficando obsoleto diante da crise financeira.

“Os dias em que as estrelas ganhavam o quanto queriam e seus cachês eram monstruosos acabaram, para todos”, disse ao Wall Street Journal o produtor Eric Gold, que representa o ator Jim Carrey. “Não adianta nada ser a atração mais quente de Hollywood se a economia não vai bem.”

Agora, os atores estão aceitando acordos em que continuam a receber uma porcentagem das bilheterias, mas só depois de descontados os demais custos.

A economia é evidente. Um filme sobre Robin Hood que deve estrear em 2010, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe, custaria US$ 175 milhões se fossem feitos contratos como antes. Agora, deve sair por US$ 130 milhões.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.