A conotação de “fucking”

Marcos Guterman

13 Julho 2010 | 21h59

A Justiça dos EUA concluiu que a FCC, órgão regulador das comunicações no país, exagerou ao determinar que diálogos com referência a sexo e a excrementos são sempre indecentes, informou o site da TV CBS.

 “Ao proibir todas as ‘patentemente ofensivas’ referências a sexo, órgãos sexuais e excreção, sem dar a adequada orientação sobre o que ‘patentemente ofensivas’ quer dizer, a FCC efetivamente constrange a manifestação de ideias, porque as emissoras não têm como saber o que a FCC vai considerar ofensivo”, diz a sentença do tribunal de apelações em Manhattan.

A regra está em vigor desde 2004, estabelecida depois que o cantor Bono soltou a expressão “fucking brilliant” durante uma premiação do Globo de Ouro. Para a FCC, a palavra “fucking”, em qualquer contexto, “tem uma inerente conotação sexual”.

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