PSDB marca passo e tem dificuldades para emergir como força de oposição

Marco Aurélio Nogueira

10 de junho de 2015 | 13h58

As dificuldades e disputas internas do PT seriam o cenário perfeito para um avanço político do PSDB.

Seriam, mas não são.

O partido tucano enfrenta problemas parecidos, com ao menos três agravantes: não tem base de massa, não está no governo federal e não tem lideranças com força e carisma suficiente para dar um rumo à militância e aos quadros partidários.

Exemplo claro de como estão as coisas por ali é a briga tucana pelo controle do diretório do partido na cidade de São Paulo. A disputa entre as alas de Mario Covas Neto e Milton Flavio se agravou, a ponto de implicar uma intervenção dos dirigentes estaduais.

Por baixo do tapete, jaz a verdadeira questão: quem será o candidato peessedebista à prefeitura de São Paulo em 2016 — tema com teor explosivo suficiente para alterar os equilíbrios internos do PSDB, já precários por conta das disputas entre as alas de Alckmin, Serra e Aécio.

O problema maior é que o partido, com isso, trava sua discussão interna. Não progride em termos de formulação programática, não se une como força de oposição e não renova nem seus procedimentos organizacionais nem seus quadros.

Em suma, fica marcando passo naquele que poderia ser um ano de renascimento e arranque.

Na contramão desta tendência, o partido pode se beneficiar de convergências e aproximações tópicas entre suas alas, como acontece agora com as várias propostas tucanas a respeito de adaptações nos dispositivos legais referentes à maioridade penal, que têm força não só para melhorar a unidade de ação do PSDB como também para levá-lo a se posicionar como agente da agenda nacional, atuando em conjunto com o governo Dilma e o PT numa área de grande relevância e na qual há poucos consensos.

A se ver o que prevalecerá.

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