“As pessoas apóiam as manifestações mas são contra violência e quebra-quebras”, diz ministro Paulo Bernardo

Marcelo de Moraes

24 de fevereiro de 2014 | 09h37

As pesquisas divulgadas no fim de semana acabaram sendo parecidas, apontando uma ligeira queda na aprovação da presidente Dilma Rousseff e indicando a parada da recuperação da avaliação do seu governo. Uma novidade importante, porém, foi a queda significativa no apoio aos protestos, que tiveram novos episódios de choque entre policiais e manifestantes no fim de semana.

Dentro do governo, a reação negativa aos protestos já era prevista. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não tem dúvidas ao afirmar que população pode até concordar com as manifestações, mas se afastam quando elas partem para o estágio mais radical que envolve o confronto.

“As pessoas apóiam as manifestações, mas são contra a violência e os quebra-quebras que se transformam em baderna. O risco de se envolver em violência afasta as pessoas das manifestações. Por isso, a queda da aprovação e apoio” afirma o ministro ao blog.

Em relação ao cenário eleitoral, no qual Dilma venceria no primeiro turno, segundo o Datafolha, mas teve queda na aprovação do seu governo (segundo Ibope e Datafolha), o ministro considera que os números são normais. Ele acha que Dilma mantém o favoritismo, mas diz que ainda é muito cedo para que a população se interesse pelas eleições.

“Os números mostram um quadro estável, o que é normal nesse período em que apenas políticos e jornalistas estão pensando em eleições. O povo não está com eleições na cabeça com tanta antecedência. Além disso, confirmam que os candidatos de oposição são desconhecidos da grande massa da população. Isso, somado ao fato de não terem propostas concretas que os diferenciem, só reforça o favoritismo de Dilma”, avalia.

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