Em Davos, empresários querem saber como será o governo se Dilma for reeleita

Marcelo de Moraes

23 Janeiro 2014 | 09h34

A presidente Dilma Rousseff  e sua entourage participam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, com o  objetivo de resgatar junto aos investidores, empresários e autoridades internacionais a credibilidade em relação à economia brasileira. A questão é que a turma que participará do encontro tem outros planos. O que eles desejam, de verdade, ouvir de Dilma é como será seu governo, caso seja reeleita.

Dilma passou todo o seu governo esnobando o Fórum e agora recorre a ele para bater seu bumbo internacional e tentar vender uma boa imagem.

Apesar de ignorados por Dilma nos últimos três anos, os participantes de Davos querem ouvir o que a presidente e sua equipe tem a dizer. Não que tenham qualquer predileção por ela. Mas sim para formar sua opinião sobre quão interessante pode ser investir ou não no Brasil nós próximos anos.

Um importante interlocutor de Dilma na área econômica, que prefere não se identificar, define bem essa expectativa. “Mercado não se preocupa muito com os países em si. Mercado quer saber de ganhar dinheiro”, explica.

Essss investidores querem saber se o Brasil será o mesmo a partir de 2015 ou se haverá mudanças, na hipótese de um segundo mandato. A chave do encontro para Dilma é fornecer esses cenários futuros claramente. O mesmo interlocutor lembra que não existe uma “bala de prata” capaz de matar todas as incertezas sobre o futuro do País. Mas diz que o discurso de Dilma vai enfatizar os investimentos feitos em Educação, Saúde e Infraestrutura como tentativa de passar sinais positivos para os próximos anos.