Um “Dicionário das Eleições” – desafio complexo e essencial ao universo de nossa democracia

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Um “Dicionário das Eleições” – desafio complexo e essencial ao universo de nossa democracia

Cláudio André de Souza

21 de outubro de 2020 | 11h25

*Texto escrito em parceria com os demais organizadores do Dicionário: Frederico Alvim, Jaime Neto e Humberto Dantas.

Dicionários buscam organizar de forma basilar conceitos fundamentais associados a uma determinada área do conhecimento. Os tipos mais comuns estão associados aos mais diferentes idiomas e ao significado de suas palavras. Aprendemos isso nos primeiros instantes de nossa alfabetização. Mas eles não se restringem a isso. Diversas ciências têm seus dicionários associados aos mais desafiadores temas. Na política não é diferente, e a despeito de alguns esforços nesse sentido, é de Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino o mais conhecido esforço que resultou no consagrado “Dicionário de Política”, obra obrigatória na biblioteca daqueles que buscam entender mais sobre o assunto.

Livros não se tornam essenciais apenas pelo desejo dos seus autores ou organizadores. Elas conquistam espaço e reconhecimento. Se depender de quem escreve, entendemos que todo livro será fundamental. E muitos são realmente importantes. Com base nesse desafio, e em demandas que percebemos como relevantes, no final do ano passado desenhamos a ideia de um dicionário que tratasse de verbetes associados ao mundo das ELEIÇÕES, com amplo enfoque na realidade brasileira.

O resultado nos impressionou: foram mais de 650 verbetes e um esforço imenso de organização. Não escrevemos a obra, mas sim a coordenamos. E ela envolveu desafios dos mais significativos. Primeiramente o ano de 2020, que não tem absolutamente nada de normal e corriqueiro. Em segundo, a união de autores que trouxessem para um mesmo volume o Direito Eleitoral e a Ciência Política, nos mostrando cotidianamente o quanto esses campos do conhecimento precisam andar cada dia mais juntos. Em terceiro, a lógica colaborativa, respeitando estilos, modos de escrita, abordagens e polêmicas. Não oferecemos aqui uma obra padronizada e censora, mas principalmente chegamos a algo que respeita formas distintas de olhar para cada verbete e suas complexidades. Por fim, o maior de todos os resultados: mais de 220 profissionais reunidos oriundos de todos os estados brasileiros. Isso mesmo: essa obra reuniu gente das 27 unidades federativas do país, além de alguns estrangeiros.

E quem aceitaria publicar algo assim? A tarefa coube à renomada Juruá, que desde o primeiro instante se mostrou motivada com o desafio e nos ofereceu plenas condições para que chegássemos em um belo volume de capa dura. O Legis-Ativo não perdeu a oportunidade de estar fortemente presente na obra. Para além de dois de seus colunistas entre os organizadores – Cláudio e Humberto – ainda trouxe verbetes escritos por doze de nossos colegas do Estadão. São eles: Ana Paula, Araré, Bruno, Carolina Corrêa, Carolina de Paula, Graziella, João Paulo, Leon, Luciana, Marcela, Michelle e Vitor Sandes. O livro pode ser encontrado no portal da editora – aqui. Desejamos uma excelente leitura, lembrando que se trata de um dicionário, e seus verbetes findam nos servindo fora de ordem e em distintas situações, sob diferentes demandas.

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