“Vou aos programas da Record porque dou audiência”
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“Vou aos programas da Record porque dou audiência”

Julia Duailibi

25 de julho de 2012 | 15h14

Com Ricardo Chapola

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, admitiu ontem, em entrevista exclusiva ao Estado, que não pretende atacar o candidato do PSDB, José Serra, durante a campanha eleitoral. O tucano se encontrou com o presidente nacional do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira, na sexta-feira passada, para falar sobre o tom da campanha. Russomanno está empatado em primeiro lugar com Serra, segundo a última pesquisa Datafolha. Ele tem 26% das intenções de voto contra 30% do tucano.

Na entrevista, Russomanno também falou sobre sua relação com a Igreja Universal, a qual o seu partido é ligado, e com a Rede Record, onde manteve até até junho o quadro Patrulha do Consumidor. Leia abaixo outros trechos da entrevista.

 

Adversários dizem que a sua candidatura faz parte do projeto político do bispo Edir Macedo, que já atua no setor de comunicação, com a Record, e no religioso, com a Igreja Universal. 

Isso é a maior fantasia que já ouvi na minha vida. Isso é fantasioso. Tem todo tipo de fantasia possível nesta eleição. Nunca vi coisa igual. Nunca estive reunido com Edir Macedo para discutir política. Por sinal, meus encontros com ele foram há muito tempo e para falar assuntos mais variados, nem para falar sobre televisão falei com ele até hoje.

Mas o sr. entrou para o PRB em setembro de 2011 e em dezembro, três meses depois, estreou um quadro na Rede Record. Há uma ligação aí?

É tanta fantasia. Fui convidado para vir para o PRB e vim com muito carinho. Engraçado, essa relação existe agora. Eu trabalhei três vezes na Rede Record, tive três contratos, por que agora? Antes não valia nada. Quando tive contrato e estava em outro partido ninguém falava nada. As pessoas fazem muita ilação nas coisas e não tem nada a ver. ‘Ah, mas você vai aos programas da Record’. Eu vou porque dá audiência, gente. Se eu não der audiência, ninguém me convida para nada. Nem para uma ponta colocando a minha carinha.

O sr. falou que não quer trazer religião para a discussão eleitoral. Nas pesquisas de intenção de voto, o sr. vai bem entre os evangélicos. Como não fazer a associação entre religião e sua candidatura, se a cúpula do PRB é dominada por evangélicos?

De todos os vereadores eleitos pelo PRB 20% são evangélicos. E uma minoria é da Igreja Universal. A maioria é de outras denominações. Eu não vejo dessa maneira. O fundador do PRB era um católico fervoroso, o vice-presidente José Alencar (morto em 2011). Nunca fui cobrado de nada no PRB por causa de ser católico. E olha que eu, pouca gente sabe, fui coroinha, fiz encontro de jovens, fiz encontro de casais e fui coordenador de encontro de casais. Então, frequento as missas do padre Marcelo. Foi ele que fez o meu casamento, que batizou os meus filhos. Eu não preciso explicar essas coisas. Eu aprendi com a minha mãe, que era uma católica fervorosa, que o sonho dela é que fosse pregado o ecumenismo.

A candidatura do sr. é ecumênica?

Com certeza absoluta. Muita gente não pratica o crime porque tem uma linha religiosa. As pessoas muitas vezes não matam, não roubam, não é porque a lei não permite. É porque ela tem uma linha religiosa de conduta. Eu respeito cada porta que está aberta e que prega amor ao próximo e o bem.

Por que esse desempenho melhor entre os evangélicos?

Talvez porque eles gostem mais de mim. Eu não tenho, eu não faço essa diferença. Para mim, todos são cristãos.

 

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