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Tucano descarta Alckmin e defende Aécio como candidato em 2018

Apesar do desempenho em Minas, ex-líder do PSDB no Senado defende que senador mineiro tente novamente a eleição daqui a quatro anos

Julia Duailibi

04 de novembro de 2014 | 11h03

Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, ontem, o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio (PSDB), defendeu a candidatura de Aécio Neves para Presidência pelo PSDB em 2018. “Sinceramente, eu não considero um bom serviço, para quem quer que seja, disputar com Aécio Neves a indicação de 2018”, declarou em relação ao governador tucano Geraldo Alckmin, que também é cotado para a disputa. “Ninguém vai conseguir ter tantos votos no Brasil. E aí, o poderoso governador de São Paulo cumpriria o papel nobre de garantir uma outra vitória, uma vitória mais esmagadora ainda, em cima de um candidato já conhecido, já testado, aquele que o povo do Brasil quer para governar. As pessoas estão apostando no Aécio”, declarou.

O resultado da eleição criou uma nova polarização dentro do PSDB, com Aécio e Alckmin candidatos naturais para 2018. A favor do governador paulista, está a condução do maior Estado do País, uma grande vitrine, mas que pode também se transformar num revés, caso sua administração não seja bem avaliada – há a questão da crise hídrica, que pode ter graves desdobramentos políticos.

Já Aécio tem a seu favor a máquina do partido pelo País, que hoje está alinhada a ele, além do recall desta eleição, na qual o PSDB teve o melhor desempenho das últimas quatro disputas. Mas o mineiro terá quatro anos para atravessar no deserto da oposição no Senado e também tem que recuperar Minas, seu berço eleitoral que perdeu para o PT depois de 12 anos de administração sua e de aliados.

Com o objetivo de manter o partido unido, muita gente no PSDB já defende uma chapa café com leite, formada por Minas e São Paulo, baseada na proposta de Aécio de acabar com a reeleição e manter um mandato de cinco anos.

Virgilio, que foi líder do PSDB no Senado durante o governo Lula, protagonizou embates com Alckmin. Chegou a dizer em 2012 que o governador não conseguia enxergar para “além de São Paulo”. Questionado ontem sobre suas declarações, ele afirmou: “Quero até fazer uma justificativa bem humorada, eu estava brigado com o Alckmin nessa época. Eu sou escorpião, acaba saindo o que não é para sair”, declarou. Virgilio atacou Alckmin à época por causa das críticas do governador aos subsídios dados à indústria em Manaus.

 

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