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Script velho

Julia Duailibi

14 de abril de 2014 | 15h25

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, pré-candidato do partido à Presidência da República, lançou há pouco, em Salvador, a chapa que disputará o governo da Bahia pela oposição em 2014. Destacou como um grande mérito o PMDB ter entrado na chapa encabeçada pelo DEM, do ex-governador Paulo Souto, e que terá o PSDB, com Joaci Góes, de vice. Disse que a participação do PMDB, partido da base governista de Dilma Rousseff, mostra que “setores que hoje estão assistindo à falência desse governo do PT” resolveram entrar no barco da oposição.

A declaração de Aécio faria sentido se o PMDB fosse um partido que se destacasse pela fidelidade em relação ao governo petista. Ou que agisse sempre de maneira coesa nas eleições, apoiando nos Estados os aliados do partido na política nacional. Não é assim, nunca foi.

Em 2010, o PMDB ignorou a campanha de Aloizio Mercadante, que era PT, e apoiou o oposicionista Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. Mesmo com o candidato a vice-presidente na chapa nacional, encabeçada pelo PT de Dilma Rousseff, sendo Michel Temer, do PMDB de São Paulo. Falou mais alto a perspectiva de poder com Alckmin, que liderava as pesquisas, e as promessas de participação no governo tucano. O mesmo em Santa Catarina, de Raimundo Colombo (DEM). Lá o PMDB fingiu que a chapa petista, de Ideli Salvatti, não existia e entrou na aliança formada pelo DEM e pelo PSDB, que por sinal foi a vitoriosa.

Portanto não há grande novidade em o PMDB entrar na barca da oposição lançando Geddel Vieira Lima, que foi ministro de Lula, ao Senado. O partido age assim não por “assistir à falência desse governo do PT”, mas porque simplesmente se move de acordo com as conveniências locais. Aliás, como todas as outras legendas.

 

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