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PT no Nordeste

Julia Duailibi

17 de janeiro de 2013 | 16h16

A escolha do Nordeste como palco da próxima reunião do seu Diretório Nacional do PT teve um propósito claro. O partido quer aumentar sua inserção na região e melhorar o posicionamento da legenda por lá. Nos bastidores, a avaliação da direção petista é que o partido poderia ter se saído melhor na disputa pelas prefeituras do Nordeste na eleição do ano passado. O PT perdeu duas capitais importantes, Recife e Fortaleza, e não conseguiu emplacar o candidato petista em Salvador. Venceu apenas em João Pessoa, com Luciano Cartaxo.

O Nordeste tem sido tradicionalmente um reduto eleitoral do PT. Nas últimas três eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), deu ampla margem de vitória para os candidatos do partido – Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Em 2010, Dilma teve 10,7 milhões de votos a mais na região que o tucano José Serra.

A avaliação é que o partido precisa melhorar a articulação política na região, sob influência do PSB, com o presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e dos irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará. Daí o peso simbólico da escolha do Nordeste como local para realizar a primeira reunião do diretório no formato descentralizado (geralmente, os encontros ocorrem em São Paulo). A presidente Dilma também tem uma agenda focada no Nordeste. A partir de amanhã começa um giro pela região. Passará por Piauí, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba.

A reunião do Diretório Nacional será em Fortaleza, entre os dias 1 e 2 de março, e terá a presença dos seus 81 integrantes – e,  provavelmente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tem um peso importante , no momento em que devemos construir uma agenda positiva do PT”, afirma o organizador do encontro, deputado José Guimarães (CE). “É uma reunião importante para retomarmos o processo de consolidação partidária na região”, completou.

Entre os pontos que serão discutidos estão os dez anos de PT no poder, os 33 anos de fundação do partido e a reforma política. “Vamos traçar uma agenda de mobilização social. Do contrário, o Congresso não vai votar nada”, afirmou Guimarães. Em 2013, o partido tenta emplacar uma agenda positiva depois de um ano marcado pela condenação de quadros petistas no julgamento do mensalão.

O PT também colocará em pauta a discussão do PED (Processo de Eleição Direta), em novembro, quando será eleita ou renovada a direção partidária, e do seu 5º Congresso Nacional, em fevereiro de 2014.

 

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