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PSDB cresce no Norte, mas emagrece no Nordeste

Julia Duailibi

05 de novembro de 2012 | 18h23

Com Amanda Rossi e Daniel Bramatti

Os principais líderes do PSDB, entre eles o senador Aécio Neves (PSDB), destacaram o fortalecimento do partido no Norte e no Nordeste nas eleições municipais. Na realidade, os tucanos tiveram bom desempenho na região Norte, mas no Nordeste encolheram.

No Norte, passaram de 64 para 89 prefeituras – venceram em Manaus (AM) e Belém (PA). Ganharam em quatro dos sete Estados da região. O Acre, governado pelo petista Tião Viana, foi o local onde houve maior crescimento dos tucanos: 500%. Lá o PSDB passou de 1 prefeitura em 2008 para 6 neste ano.

O partido também cresceu na região Sul, onde passou de 96 cidades para 122. O maior crescimento foi no Paraná, governado pelo tucano Beto Richa. No Estado, o PSDB administrará 76 municípios contra 42 na eleição anterior.

No Nordeste, citado como exemplo pelos tucanos pela conquista de duas capitais, Maceió e Teresina, o partido perdeu capilaridade política. Passou de 197 prefeitos eleitos em 2008 para 117 neste ano.

No Sudeste, onde estão os principais Estados administrados pela oposição – São Paulo, de Geraldo Alckmin, e Minas, de Antonio Anastasia -, o partido também diminui a participação. Das 384 prefeituras feitas em 2008 passou para 326.

Em São Paulo, o número de prefeitos eleitos pelo PSDB caiu de 205 para 176. Em Minas: de 158 para 142. O levantamento não leva em consideração as coligações, nas quais o PSDB abriu mão da cabeça de chapa para apoiar outro partido. Em São Paulo, por exemplo, Alckmin apoiou em Campinas um candidato do PSB, Jonas Donizette, que venceu a disputa. Em Minas, Aécio e Anastasia trabalharam pela reeleição de Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, que é do PSB.

O PSDB conseguiu sumir do mapa no Amapá. Das duas prefeituras que havia feito no Estado em 2008, não manteve nenhuma. Ao todo o partido emagreceu pelo País: de 792 cidades passou para 702.

 

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