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Obama diz ser contra descriminalização das drogas

Julia Duailibi

13 de abril de 2012 | 12h36

De Cartagena

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo que não pretende discutir a descriminalização das drogas, um dos temas que líderes de outros países pretendem trazer para a Cúpula das Américas, em Cartagena, Colômbia, que começa amanhã.

“Acho que um melhor uso do nosso tempo na cúpula é nos concentrarmos em nossas responsabilidades mútuas. Como presidente, tenho deixado claro que os Estados Unidos aceitam nossa parte na responsabilidade com respeito à crise, que tem sua raiz na demanda por drogas”, afirmou Obama, que chega ao País hoje.

“Os Estados Unidos não vão legalizar nem descriminalizar as drogas, uma vez que fazê-lo teria graves consequências negativas em todos nossos países, em termos de saúde e de segurança pública”, disse o norte-americano, para quem a descriminalização não combaterá o crime organizado internacional.

Obama defendeu parcerias no combate às drogas. Citou acordo firmado entre Brasil, Bolívia e Estados Unidos, para restringir o cultivo de coca, classificando-o como “o tipo de colaboração que necessitamos”.

O presidente também falou sobre Cuba, único país das Américas que não foi convidado para participar da reunião. Disse que em 2009 os Estados Unidos aceitaram “criar” um caminho para a reintegração do país no sistema interamericano. “De maneira infeliz e trágica, os líderes de Cuba rechaçaram esse caminho repetidamente”, disse Obama, para quem as autoridades cubanas “não têm demonstrado nenhum interesse de modificar suas relações com os Estados Unidos tampouco alguma disposição de respeitar os direitos democráticos e humanos do povo cubano”.

 

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