As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O impasse no PSB

Julia Duailibi

29 de fevereiro de 2012 | 21h34

As primeiras conversas entre o PSB e o PSDB sobre eleição ocorreram durante a montagem do governo Geraldo Alckmin, no final de 2010. Mas, na época, os tucanos paulistas  estavam mais preocupados em firmar um acordo em torno da reeleição de Geraldo Alckmin em 2014 do que discutir a questão municipal. O  presidente do PSB estadual, Márcio França, foi convidado para ser secretário de Turismo, seguindo esse entendimento.

No segundo semestre do ano passado, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), esteve em São Paulo durante o seu périplo para conseguir apoios que garantissem a eleição de sua mãe, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União (TCU). A campanha o levou a tomar um café com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes.

Foi então que os dois falaram pela primeira vez sobre 2012. Alckmin disse estar disposto a apoiar a candidatura de Jonas Donizette (PSB) a prefeito de Campinas. E Campos sinalizou com o apoio ao PSDB em São Paulo, mas fez uma ressalva: “Desde que o candidato não seja Serra”. Aliado do PT no plano nacional, Campos avalia ser complicado apoiar o inimigo dos petistas – o governador pernambucano é cotado para ser vice numa eventual reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Além disso, na época da conversa, o veto nem chamou a atenção dos tucanos, já que Serra dizia que não era candidato, e Alckmin flertava com uma candidatura de Bruno Covas.

Mas agora o candidato do PSDB deve ser Serra. E o PSB discute qual caminho seguir: Campos querendo apoiar o petista Fernando Haddad, enquanto Márcio França e Elizeu Gabriel, presidente do PSB paulistano e aliado de Gilberto Kassab, preferindo seguir com os tucanos.

Nesta semana, Dilma e Campos falaram sobre o enrosco. Serra também atuou e conversou nesta quarta-feira com França e Gabriel. O impasse deve começar a ser resolvido no final de semana, quando o governador pernambucano desembarca em São Paulo para conversar com os líderes do partido.

A decisão do PSB envolverá a estratégia do partido não só em 2012, mas também em 2014 e 2018. Haja fôlego.

Detalhe: o PSB tem 2min38s diários na propaganda eleitoral gratuita na TV, atrás do DEM, PP e PR.

 

Tudo o que sabemos sobre:

AlckminEduardo CamposHaddadPSBSerra

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.