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O Carnaval de Rosemary

Julia Duailibi

05 de dezembro de 2012 | 18h01

Com Bruno Boghossian

Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, pediu a Paulo Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), convites para um camarote do Grupo Libra, que opera terminais no Porto de Santos, no Carnaval de 2011 do Rio de Janeiro.

A ex-assessora queria dar os convites para o irmão e a cunhada. Na mensagem a Vieira, interceptada pela Polícia Federal, ela diz: “Vc sabe o qto gosto de ajudar as pessoas… vc é igual né?”. Rose faz o pedido e afirma que “Mirelle já foi o ano passado”. A filha da ex-assessora chama-se Mirelle Nóvoa de Noronha.

Rose e Vieira são investigados na Operação Porto Seguro, que foi deflagrada após as denúncias de encomenda de pareceres que beneficiariam a Tecondi, empresa que atua no Porto de Santos. Vieira tinha influência no porto. Foi presidente do Conselho Fiscal da  Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e, a partir de 2011, integrante do Conselho de Administração. Mantinha, portanto, relação com as empresas do setor.

Em 2005, chegou a articular uma anistia para uma dívida da Libra de cerca de R$ 120 milhões. A negociação foi brecada pelo Ministério dos Transportes, que na época era responsável pela Codesp.

Camarote_Libra.JPG

 

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