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Nova composição tucana

Julia Duailibi

23 de novembro de 2012 | 17h14

O PSDB renovará sua direção partidária no final do primeiro semestre do ano que vem, quando acaba o mandato do atual presidente, deputado Sérgio Guerra (PE), que não pode mais ser reconduzido, segundo o estatuto partidário. Nos bastidores, os tucanos já começam a costurar os nomes que devem assumir a nova executiva em 2013, quando será realizado um congresso temático para discutir o programa do PSDB. Os escolhidos conduzirão o partido na próxima eleição presidencial.

O senador Aécio Neves (MG), provável candidato do partido à Presidência em 2014, é o nome mais forte para assumir a presidência do PSDB hoje. Aécio conta com o apoio unânime da bancada mineira, da bancada tucana do Nordeste e de parte da  bancada paulista. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual presidente do PSDB também são favoráveis à indicação do mineiro.

A tendência hoje é que a vice-presidência do PSDB fique com o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), aliado do ex-candidato a prefeito de São Paulo José Serra. O cargo está ocupado por outro aliado de Serra, o ex-governador Alberto Goldman.

No Congresso, os nomes mais fortes para as lideranças na Câmara e no Senado são o do deputado Carlos Sampaio (SP) e o do senador Cássio Cunha Lima (PB), respectivamente.

Há no PSDB paulista tucanos que defendem a ida de Serra para o ITV (Instituto Teotônio Vilela), braço de estudos do partido, que tem orçamento próprio e autonomia para organizar eventos e publicar papers. Para esse grupo, a indicação do paulista para dirigir o instituto mostraria unidade partidária. Mas, por enquanto, há certa resistência entre os aliados do mineiro. A avaliação é a de que no comando do ITV, hoje presidido pelo ex-senador Tasso Jereissati (CE), ligado a Aécio, Serra construiria uma “presidência paralela” do partido.

A movimentação do governador Geraldo Alckmin será determinante na montagem do xadrez. Em 2011, o tucano tentou costurar a ida de Serra para o ITV, mas não conseguiu. Aécio e aliados não queriam ceder  espaço de relevância na estrutura partidária a Serra, que acabara de perder a disputa presidencial. Mas, para alguns tucanos, faltou empenho do governador paulista à época. Serra acabou assumindo o Conselho Político do partido, órgão simbólico que foi criado justamente para que ele tivesse um posição na cúpula partidária.

 

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