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No ringue

Julia Duailibi

17 de agosto de 2012 | 16h42

Cinco dias antes mesmo do início do horário eleitoral na TV e no rádio, tradicionais palcos da pancadaria eleitoral, os candidatos à Prefeitura de São Paulo resolveram subir no ringue. E, como era esperado, os protagonistas do primeiro round foram Fernando Haddad (PT) e Celso Russomanno (PRB).

O candidato do PRB chamou anteontem de “faraônico” o programa de governo de Haddad, que fala em investimentos de R$ 20 bilhões na cidade. Hoje veio a resposta petista.

“A pessoa (Russomanno) precisa conhecer um pouco de finanças públicas para entender o empreendimento. É preciso ter um certo traquejo com as finanças públicas tanto no plano federal quanto municipal”, afirmou o petista. “E aí consegue fechar a equação, que não é tão difícil de ser fechada. É só ter o domínio das finanças para ver que não tem nada de exagerado”, completou, durante visita ao Mercado Municipal de Pinheiros.

Haddad diz que, dos R$ 20 bilhões previstos em seu programa de governo, R$ 8 bilhões viriam de recursos da União, montante, na visão dele, compatível com uma cidade do tamanho de São Paulo, já que o Rio teria recebido nos últimos 4 anos valores parecidos. Outros R$ 8 bilhões viriam da própria Prefeitura, e o resto de operações urbanas na cidade.

É natural que haja, neste momento, certa polarização retórica entre Haddad e Russomanno. Para o petista começar a crescer nas pesquisas, ele precisa buscar votos do eleitor petista, que por enquanto está na de Russomanno. Já o candidato do PRB precisa se consolidar neste eleitorado, sendo que tem apenas 2min11 de televisão contra 7min39s de Haddad. Ontem o Ibope mostrou que Haddad tem 9% das intenções de voto, enquanto Russomanno e José Serra (PSDB) estão empatados na liderança com 26%.

 

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