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Movimentação de Haddad causa apreensão entre tucanos

Julia Duailibi

18 Junho 2013 | 20h25

A movimentação do prefeito Fernando Haddad (PT), que pela manhã admitiu que pode rever o aumento na passagem de ônibus, causou apreensão entre integrantes do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Tucano e petista pretendiam manter o discurso afinado a respeito do aumento nas tarifas de ônibus, trem e metrô. A ideia era manter a posição conjunta de que, do ponto de vista orçamentário, não era possível um recuo. Alckmin conversou por telefone com Haddad hoje à tarde e ouviu do prefeito, de novo, que não haveria como recuar do aumento de R$ 0,20. Integrantes das duas equipes também voltaram a conversar e, mais uma vez, houve a confirmação de que nada mudaria. Nas conversas, os dois lados ponderaram que, se os governos cedessem agora, ficariam reféns de novas manifestações.

Mas, no final da tarde, Haddad se encontrou com a presidente Dilma Rousseff, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o marqueteiro do governo e do PT, João Santana. O motivo do encontro foi buscar uma saída para a questão da tarifa do transporte, minimizando, assim, reflexos negativos dos protestos nas imagens de Dilma e Haddad.

A expectativa agora no Palácio dos Bandeirantes é a de que será anunciado algum recuo por Haddad, com o respaldo do governo federal. O que deixaria os tucanos com o abacaxi do aumento da tarifa dos trens e metrô. E isso os tucanos querem evitar, principalmente em véspera de ano eleitoral. Se não for possível dividir o ônus de uma medida impopular, a saída será dividir o bônus de um recuo.