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Indicações políticas do PDT na Secretaria de Emprego

Julia Duailibi

15 de janeiro de 2013 | 21h25

O secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, indicou mais um integrante do seu partido, o PDT, para ocupar cargo no órgão. Nesta terça-feira, 1, o Diário Oficial trouxe a nomeação como assistente técnico de Enilson Roberto da Silva, pedetista de Barretos, cotado para assumir o escritório da pasta na cidade. Ortiz foi indicado para a secretaria pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, e chegou até a acomodar na pasta um filho do parlamentar. O PDT apoia o governo na Assembleia paulista.

Dos sete cargos mais importantes da secretaria, o PDT controla cinco: além do secretário, são filiados ao partido Aparecido de Jesus Bruzarosco, secretário adjunto, Tadeu Morais de Sousa, chefe de gabinete, Pedro Nepomuceno de Sousa Filho, coordenador de Políticas de Emprego e Renda, e Luciano Martins Lourenço, coordenador de Políticas de Inserção no Mercado de Trabalho. Apenas dois coordenadores da cúpula do órgão não são filiados: Marcos Akamine Wolff ( Operações) e Antonio Sebastião Teixeira Mendonça (Políticas de Empreendedorismo).

O Estado revelou ontem que os servidores filiados ao PDT estavam coletando assinaturas de apoio à criação do Partido Solidariedade, articulado nos bastidores por Paulinho. Assinaturas e fichas de apoio foram coletadas no horário do expediente na Coordenadoria de Políticas de Inserção no Mercado de Trabalho, no 2.º andar da secretaria.

Além das indicações políticas na direção da pasta, responsável por implementar projetos de qualificação profissional e de atendimento ao trabalhador, foram nomeados como diretores técnicos dos escritórios regionais da secretaria integrantes do PDT ou sindicalistas ligados à Força. Dos 21 escritórios regionais, pelo menos nove estão nas mãos de pedetistas ou de sindicalistas ligados à entidade.

É o caso da Diretoria Regional da Capital, ocupada por Eufrozino Pereira da Silva, que compõe a Executiva do PDT paulista e é coordenador do partido na região do Vale do Ribeira.

Segundo a lei estadual 1.080 de 2008, para ocupar o cargo de diretor técnico II, o nomeado deve ter “experiência profissional comprovada de 3 anos em assuntos relacionados com as atividades a serem desempenhadas”.

Questionada, a pasta informou, por meio da assessoria de imprensa, que “todos os ocupantes de cargos na secretaria atendem aos requisitos legais e preenchem as atribuições dos cargos para os quais foram designados, em conformidade com o Art. 37 da Constituição Federal”.

Em 2012, o Ministério Público instaurou inquérito civil público para investigar as nomeações.

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