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Governo tenta emplacar ‘agenda positiva’

Com a popularidade em baixa, a base aliada conflagrada e uma nova manifestação com críticas batendo à sua porta, o Palácio do Planalto tenta nadar contra a maré e imprimir alguma reação à péssima fase

Julia Duailibi

06 Abril 2015 | 20h42

Com a popularidade em baixa, a base aliada conflagrada e uma nova manifestação com críticas batendo à sua porta, o Palácio do Planalto tenta nadar contra a maré e imprimir alguma reação à péssima fase.

A presidente Dilma Rousseff marcou uma segunda conversa com os líderes do Congresso para amanhã. Conversa é algo de que o seu governo sempre precisou. Não que as raposas do Legislativo se deixarão levar pela lábia de Dilma, que não é das melhores. Enquanto a economia estiver patinando e a popularidade dela no chão, o Congresso tende a manter uma agenda de “independência”, para usar um eufemismo.

Mas a política é feita de movimentos simbólicos, e cabe à presidente dar os acenos para o Legislativo, demonstrando a intenção de construir pontes.

Outro movimento em direção a uma agenda positiva ocorreu na semana passada, quando o governo anunciou que os ministros não poderão mais usar os jatinhos da FAB para ir a seus Estados. Oficialmente, o governo falou em corte de gastos. A medida tende a ter impacto marginal em termos de ajuste, mas contribui para melhorar a imagem da Presidência. Assim como a indicação do filósofo Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação – aliás, as críticas de que ele não tem relação com a área são bobagem: Antonio Palocci era médico e foi um bom ministro da Fazenda; José Serra, economista, fez uma ótima atuação na Saúde.

Ao lado de medidas de maior fôlego, como as que compõem o ajuste fiscal, essas iniciativas pontuais são tentativas de dar uma nova cara a esse desastre que se transformou o governo Dilma.