Erundina na classe média
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Erundina na classe média

Julia Duailibi

14 de junho de 2012 | 13h00

Como se sabe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mira a classe média ao criar a estratégia de lançar como candidato a prefeito de São Paulo pelo PT o ex-ministro Fernando Haddad.

Para o petista, o porcentual de 30% dos votos que o PT tem tradicionalmente na capital só será rompido com um nome novo e palatável à conservadora classe média paulistana, que resistiria a votar no PT – em 2000, Marta venceu a eleição numa frente anti-Maluf, com mais de dez partidos, entre os quais o PSDB. Haddad, um professor universitário ainda não conhecido pelo eleitor, se encaixaria no perfil para entrar na corrida de São Paulo, que, desde 1996, tem um revezamento entre os mesmos participantes (Serra em 1996; Marta e Alckmin em 2000; Marta e Serra em 2004; Marta e Alckmin em 2008).

Apesar da estratégia de conquista dos setores mais conservadores, Lula trabalhou pela indicação da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) para o cargo de vice na chapa de Haddad. Nas urnas, o forte de Erundina é a periferia, não a classe média, onde perdeu apoio durante sua gestão (1989-1992).

Os petistas, no entanto, acham que ela passou por uma “purificação” junto ao eleitor mais conservador, depois que saiu do PT, em 1997, e que hoje ela teria boa aceitação na classe média, que a identifica como uma pessoa honesta e com princípios.

“Ao sair do PT, ela se ‘purificou'”, ironiza um líder do partido.

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