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Em época de crise na segurança, Alckmin faz rondas sozinho pela cidade

Julia Duailibi

05 Junho 2013 | 16h43

Texto publicado hoje no Estadão sobre o governo estadual e a segurança pública. 

 

A segurança pública em São Paulo suscitou uma unanimidade e algumas divergências entre os integrantes do governo do Estado. É consensual a avaliação de que a sensação de insegurança tornou-se hoje o maior entrave para a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014. Há, porém, divergências sobre a forma como o governador deveria reagir publicamente à questão.

Para alguns integrantes do governo, Alckmin deveria chamar o tema para si e fazer dele uma bandeira. Não só anunciar medidas, como fez ao divulgar o pacote de segurança para o Estado, mas ir às ruas criar fatos, inundando a imprensa com imagens ao lado da polícia, como já fez no passado. Outros defendem cautela. Avaliam que ele não deveria atrair o ônus de uma problemática nacional, que abrange questões como fronteiras e tráfico de drogas. Além disso, argumentam, as estatísticas de segurança em São Paulo ainda estão entre as melhores do País.

Por enquanto, Alckmin adotou postura intermediária. Apontou o dedo para o governo federal, mas colocou sua digital na defesa da alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente. Não foi para as ruas acompanhado de câmeras, mas passou a fazer rondas aos domingos, com motorista, ajudante de ordens e um convidado. Dá “incertas” na cracolândia ou na favela de Paraisópolis. A interlocutores disse que, assim, pondera a vida real com as estatísticas. Que, segundo ele, vão melhorar no 2.º semestre.

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