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Deputado quer manifestação da polícia na porta do Bandeirantes

Julia Duailibi

18 Junho 2013 | 17h16

O deputado estadual Major Olímpio (PDT) vai convocar representantes da Polícia Militar e integrantes da Polícia Civil para uma “marcha cívica” até o Palácio dos Bandeirantes em julho por melhores condições de trabalho e reajustes salariais. A convocação será feita durante assembleia geral das duas categorias no próximo dia 5 – os policiais militares não podem ser sindicalizados nem participar de paralisações, mas acabam representados por familiares e aposentados.

“Já que se flexibilizou que o cidadão pode fazer livre manifestação no Palácio do Governo, queremos ver se vão colocar a Tropa de Choque em cima da gente”, afirmou o parlamentar, em relação à manifestação de ontem, que seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde houve uma tentativa de invasão. A polícia, no entanto, não impediu os manifestantes de ficarem na porta do Bandeirantes.

Para Olímpio, ontem à noite foi aberto “um precedente”, ao se permitir a manifestação em frente ao palácio. Por isso, alega o parlamentar, o governo estadual não poderá usar novamente a Tropa de Choque da Polícia Militar contra policiais que se aproximarem do Palácio dos Bandeirantes em manifestação, a exemplo do que ocorreu em outubro de 2008, na gestão de José Serra (PSDB), quando houve embate nas proximidades da sede do governo entre as duas policias, que resultou em cerca de 25 feridos.

Na época, o governo paulista alegou que a resolução 141 de 1987 da Secretaria de Segurança Pública determinava que vias situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes são consideradas área de segurança. “Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret”, disse então o governo em nota.