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Delúbio mantém escritório vizinho ao da Presidência em SP

Julia Duailibi

30 de novembro de 2012 | 17h06

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares alugou um escritório a poucos metros da representação da Presidência da República em São Paulo, onde trabalhava Rosemary Nóvoa de Noronha, investigada na Operação Porto Seguro.

O petista mantém duas salas no Conjunto Nacional, as de número 219 e 220, na esquina oposta ao escritório de Rose, que ficava no terceiro andar da sede do Banco do Brasil, na capital paulista. Os dois prédios ficam na Avenida Paulista, separados apenas pela Rua Augusta. No escritório do Conjunto Nacional, Delúbio instalou a Geral Imóveis, empresa de prestação de serviço imobiliário online.

Vizinho a Rose, Delúbio já foi visto mais de uma vez no prédio do BB, principalmente em 2011. No banco, já teria sido recebido em reunião por Ricardo Oliveira, ex-vice-presidente de Governo da instituição, com quem mantém boa relação. O ex-tesoureiro do PT tinha, inclusive, o apoio de setores da cúpula do BB paulista para articular sua volta ao partido em 2011, seis anos após a expulsão do PT, na esteira do caso do mensalão.

Assim que Rose foi nomeada assessora da Presidência em 2003 e começou a trabalhar no prédio do Banco do Brasil, Oliveira foi escalado por Gilberto Carvalho e José Dirceu para dar uma “assistência” a ex-secretária do PT, indicada para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rose chegou a emplacar o ex-marido, José Cláudio de Noronha, como membro suplente do Conselho de Administração da Brasilprev em 2011.

 

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