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Comissão funciona como palco pré-CPI

Julia Duailibi

23 de abril de 2014 | 14h21

Com a ajuda dos governistas rebeldes, a oposição usa a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara como palco de uma ‘pré-CPI’ com o objetivo de desgastar o governo nas denúncias contra a Petrobras. Hoje a comissão aprovou o convite para ser ouvido José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, que em entrevista ao Estado disse que a presidente Dilma não pode fugir à sua responsabilidades sobre a compra da refinaria de Pasadena. Ainda não tem data para o comparecimento dele à Casa. No próximo dia 30, a presidente da Petrobras, Graça Foster, vai à comissão. No dia 14, é a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na semana passada, Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, participou de audiência.

O STF deve definir hoje qual CPI será criada no Congresso: a da oposição ou a do governo. “Até a CPI ser instalada, a gente tem na comissão espaço para fazer alguma investigação. É uma comissão que não tem tramitação de projetos e que conta com mais parlamentares dispostos a fazer esse trabalho”, afirma Mendonça Filho (PE), líder do DEM.