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Bastidores do debate Estadão/TV Cultura

Julia Duailibi

18 de setembro de 2012 | 19h46

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Com Bruno Boghossian e Bruno Lupion

Os tucanos foram surpreendidos pela primeira pergunta do debate, sobre a trajetória de Celso Russomanno (PRB), feita pelo mediador, o jornalista Mario Sérgio Conti. “Isso é um absurdo”, disse um líder do PSDB. Depois, quando viram que Carlos Giannazi (PSOL) o ligou ao “populismo” e que Paulinho (PDT) o questionou sobre supostas votações contra os trabalhadores na Câmara, avaliaram que a pergunta foi ruim para o adversário.

Dois líderes da campanha de Russomanno se levantaram nos intervalos para cumprimentar o governador Geraldo Alckmin (PSDB): Marcos Pereira, presidente do PRB e coordenador da campanha, e Campos Machado (PTB). Alckmin, animado, chamou o presidente estadual do PTB de “Camps”.

Ao comentar a exibição na propaganda eleitoral de Serra da reportagem da revista Veja em que Marcos Valério liga Lula ao mensalão, Geraldo Alckmin resumiu: “É um exocet”, em referência ao míssil francês.

Chalita provocou ira dos tucanos quando citou problemas nos transportes públicos de São Paulo, geridos pelo governo de Geraldo Alckmin, de quem ele foi secretário. Um líder do partido soltou um contido “filho da p.” na plateia. Os tucanos acreditam que Chalita está adotando tom crítico demais ao governo, apesar de já ter citado em sua campanha que tem bom relacionamento com Alckmin.

Tucanos disseram que faltou experiência em debates quando Haddad se enrolou ao perguntar para Serra sobre o envolvimento de Dilma na campanha. “Ele esqueceu que a última fala seria do Serra”, em referência ao regulamento do debate, que previa a tréplica para o tucano. Petistas afirmaram que o candidato não estava preparado para fazer a pergunta ao tucano naquela rodada.

Levy Fidelix tem falado tanto de transportes nos três primeiros debates eleitorais que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) fez uma brincadeira: “Na falta de um nome melhor, ele pode ser chamado para ser secretário”.

A produção do debate orientou os funcionários designados para acompanhar os candidatos que alertassem Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) quando subissem as escadas dos camarins para o estúdio. Os dois eram os participantes mais mais altos do encontro e havia risco de baterem a cabeça.

Convidados de José Serra (PSDB) e Levy Fidelix (PRTB) ficaram sentados lado a lado no estúdio do debate. Levy brincou: “Sorte do Serra!”. Nos últimos encontros entre os candidatos, os dois chegaram a trocar elogios e fazer piada sobre a paternidade do projeto do aerotrem.

Responsável pela estreia de Fernando Haddad no serviço público, a quem chefiou na secretaria de Finanças da Prefeitura na gestão Marta Suplicy, e amigo pessoal e ex-secretário de Cultura do Estado na gestão José Serra, João Sayad ontem recebeu ambos como anfitrião do debate – ele é o atual presidente da TV Cultura.

A menos de quatro meses de encerrar seu mandato de prefeito, Kassab ainda acha que falta muito. Questionado na entrada do teatro Franco Zampari sobre pesquisa Ibope que o colocou como 21° pior prefeito do Brasil, Kassab disse que a avaliação “verdadeira” é a que vem no término do mandato. “Ainda estamos longe do final”, repetiu três vezes antes de encerrar a entrevista.

Com fome durante o embate, Serra apelou para Levy. Filou umas balas que o candidato havia levado para o estúdio.

 

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