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Bastidores do debate da Band

Julia Duailibi

19 de outubro de 2012 | 17h26

Com Bruno Boghossian e Fernando Gallo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o debate na Band, ontem à noite, antes do término. Ao sair do local, passou por um grupo de jornalistas. “Meu sonho era ter um debate entre os jornalistas. A gente ficaria assistindo daqui da plateia e avaliando quem responde melhor”, afirmou. O tucano também disse que sentia falta de Levy Fidelix (PRTB) no encontro – no 1º turno, o candidato do PRTB se destacou pelas ironias e ataques aos adversários.

Ao lado do governador, o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, comentou a indicação para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que será apoiada por Alckmin. “Os deputados ainda precisam aprovar”, dizia, cauteloso. Mesmo assim comemorou: “É menos trabalho, com salário maior”.

Alckmin anotava em um papelzinho números que Haddad falava sobre investimentos, obras e serviços do governo do Estado e que considerava duvidoso. “É para checar depois”, explicou. Foram para a lista comentários sobre segurança pública e construção de casas populares.

Na plateia, Monica Moura, mulher do marqueteiro do PT, João Santana, elogiava o desempenho de Haddad. Ela recebia pelo celular mensagens da responsável na campanha por conduzir as pesquisas qualitativas em grupo de eleitores. “Haddad está seguro. Serra atacando mesmo entre os petistas”, estava escrito em uma das mensagens que Monica recebeu. Numa cadeira dentro do palco, de onde acompanhava o desempenho do cliente, Santana chegou a bater palmas para protestar: nos últimos segundos do quarto bloco, Serra ultrapassou o tempo em uma resposta na qual criticava o Enem, mas a emissora não cortou o áudio.

O presidente do PPS, Roberto Freire, ironizou declaração de Haddad sobre a eleição em Osasco. O petista citou o tucano Celso Giglio que teve a candidatura impugnada em razão da Lei da Ficha Limpa. “Só faltou dizer que o Giglio pode ter sido cassado, mas o candidato do PT vai parar na cadeia”, declarou sobre João Paulo Cunha, que desistiu da candidatura na cidade, após ser condenado no processo do mensalão.

No final do debate, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), ironizou: “Estou preocupado. Acho que Serra quer ser prefeito de Osasco”. Era uma resposta às acusações do tucano sobre um terreno abandonado na cidade, onde seria construída uma universidade federal.

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, passou por Emídio, que o puxou pelo braço e disparou: “Vou mudar meu  nome para Emídio de Souza Tatto”. O petista referia-se à família do aliado, que emplacou dois integrantes na Câmara Municipal na eleição deste ano – agora a dinastia política dos Tatto é composta por dois vereadores, um deputado estadual e um federal. O parlamentar rebateu: “Não precisa, mas depois me fala como fazer para ganhar uma eleição tão rápido”. O candidato de Emídio, Jorge Lapas, foi eleito prefeito numa campanha de cerca de 15 dias, após a desistência de João Paulo Cunha.

Os petistas perceberam a ausência do candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, no encontro da Band. O coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, ficou tenso ao perceber que a equipe poderia ter esquecido de enviar convites para o aliado. Mas o vereador José Américo, responsável pelos convites, tranquilizou. “Nós mandamos para Chalita e para a Marianne Pinotti. Foram todos convidados pela equipe da primeira-dama””, afirmou sobre a mulher do candidato, Ana Estela.

José Américo brincou com o jornalista Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha de Serra, sobre o acordo firmado para derrubar os debates do segundo turno. Os candidatos tinham pedidos de oito emissoras, mas se juntaram para limitar os confrontos para quatro redes de TV. “Foi o maior acordo que já conseguimos fazer”, afirmou Américo.

Em lados opostos na plateia da Band, os deputados Paulo Teixeira (PT) e Jutahy Júnior (PSDB) se encontram no final do debate. O petista foi irônico. “Veio representar a bancada federal?”, questionou sobre a ausência de nomes do PSDB nacional. “A situação pelo jeito tá resolvida na Bahia”, completou sobre a candidatura de ACM Neto, apoiada por Jutahy.

 

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