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As armas cinematográficas no horário eleitoral

Julia Duailibi

20 de agosto de 2012 | 18h02

A produção dos programas do horário eleitoral, que vão ao ar a partir de quarta-feira, passou a abrigar uma disputa tecnológica. As campanhas do PT e do PSDB estão usando equipamentos de altíssima geração – e de produtores concorrentes – para captar imagens de seus candidatos, o petista Fernando Haddad e o tucano José Serra, respectivamente. As máquinas adquiridas pelos marqueteiros, que, a depender do kit de lentes e de acessórios, podem ultrapassar o valor de US$ 100 mil, são usadas por grandes cineastas americanos e europeus.

No front petista, o marqueteiro João Santana usa a Alexa, da fabricante alemã Arri, considerada líder na produção de equipamentos cinematográficos. A máquina custa a partir de US$ 60 mil. Já a campanha tucana, comandada pelo jornalista Luiz Gonzalez, comprou uma câmera da empresa norte-americana Red Digital Cinema Camera Company, concorrente da Arri. Chamado Epic, o aparelho custa a partir de US$ 35 mil, também  sem o kit de lentes.

A Alexa foi usada por Lars Von Trier para filmar Melancolia e por Michael Haneke, em Amour. A Epic captou as imagens dos blockbusters Piratas do Caribe e Homem Aranha. Além dos equipamentos, com capacidade de captar imagens com uma resolução 4 vezes maior que a de full HD, as campanhas também contrataram diretores de cinema para manuseá-los.

Apesar desse investimento , os programas eleitorais entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) são enviados em fitas beta, ou seja, em tecnologia analógica da década de 80.

 

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