As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Aécio fala em futuro na ‘oposição’, e PSDB já discute apoiar ou não Marina

Apesar dessa movimentação, no QG tucano há ainda uma tentativa final de emplacar Aécio no 2º turno; foco é o eleitor de Minas e São Paulo, além do voto religioso mais conservador

Julia Duailibi

15 de setembro de 2014 | 10h38

Nos bastidores do PSDB, principalmente na ala paulista, as principais lideranças do partido já discutem o caminho que o partido deve tomar, caso Aécio Neves não passe para o 2º turno das eleições, cenário mais provável hoje.

Na sexta-feira, o candidato do PSDB falou sobre o futuro, caso não esteja na 2º etapa da disputa. “Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdemos as eleições. Se essa for a decisão dos brasileiros, e espero que não seja, vamos para a oposição e quem decide o papel de um partido político é o povo”, declarou o tucano em entrevista a um programa da Rede TV!. Hoje, Estadão traz declaração de outro tucano, o candidato ao Senado pelo Ceará, Tasso Jereissati, segundo a qual o PSDB não permitirá que os seus “melhores quadros” integrem um eventual governo Marina.

Nos bastidores, porém, Aécio tem uma postura mais ponderada a esse respeito e avalia que o partido poderia ceder bons quadros para compor um novo governo. Já líderes tucanos paulistas que fazem parte da coordenação da campanha de Aécio estão rachados em relação a esse tema. Há uma ala que rechaça Marina, a considera uma aventura e que diz que sairá do partido caso o PSDB declare apoio à candidata. Outra segue raciocínio parecido com o de Aécio e vê a possibilidade de derrotar o PT como o principal caminho a ser tomado pela legenda. Segundo aliados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria favorável ao apoio a Marina, desde que ela se comprometesse com um mandato de apenas quatro anos.

Apesar dessa movimentação, no QG tucano há ainda uma tentativa final de emplacar Aécio no 2º turno, embora o discurso principal seja o de que é difícil isso acontecer. As pesquisas do partido mostraram que colar Marina no PT ajudou a tirar dela parte dos votos anti-petistas, que viam na candidata uma chance maior de derrotar Dilma Rousseff. Mas esses votos não migraram para Aécio na proporção esperada. Aumentou o número de indefinidos.

A ofensiva do PSDB agora foca os dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo e Minas. A orientação do grupo de Aécio é de que pelo menos haja uma virada no quadro no berço eleitoral do candidato para evitar que ele saia da campanha menor do que entrou – em Minas, ele chegou a ficar em terceiro lugar, mas aparece agora em empatado com Dilma e Marina, segundo monitoramento da campanha. O mineiro está concentrando as atividades em seu Estado, participando de mais eventos e concedendo mais entrevistas por lá.

Os tucanos também estão contando com uma ajudinha do voto religioso, principalmente da ala conservadora da Igreja Católica, que é contra o PT e Marina. Acreditam que o discurso de formadores de opinião religiosos a favor de Aécio na reta final pode ter um impacto positivo no índice de intenção de voto tucano.

 

Tudo o que sabemos sobre:

2º turnoAécioapoioeleiçõesMarinaPSDB

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.