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Ação em Minas

Julia Duailibi

13 de julho de 2012 | 15h01

Aliados do prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) acham que será pouco provável uma decisão da Justiça Eleitoral favorável à intervenção em Belo Horizonte. A avaliação dos próprios kassabistas é a de que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas deve considerar válida a convenção do partido realizada no dia 23 de junho, que aprovava a coligação com o PSB, em torno da reeleição de Marcio Lacerda.

Depois do rompimento da aliança PSB-PT em Minas, Kassab atuou para que seu partido abandonasse também a coligação, da qual o PSDB também participa, e se posicionasse em prol da candidatura do petista Patrus Ananias. Por orientação do prefeito, o diretório municipal do PSD pediu ao tribunal que cancelasse a ata da convenção em que estava selado o apoio ao PSB, abrindo o caminho para fechar a aliança com o PT.

Mas, para advogados do próprio PSD, a tendência é a de que o Tribunal considere válida a convenção e, portanto, a ata apresentada à Justiça no último dia 4. O documento diz que o PSD faria coligação com o PSB e com “outros partidos”, sem fazer a menção ao PT. “A ausência de menção ao PT não anularia a convenção. A Justiça vai definir pela legitimidade. Faremos então campanha para o PT, mas não poderemos dar o tempo de televisão”, disse um dos advogados.

Por trás da ação em Minas, está a disputa presidencial de 2014. Kassab não embarcará no projeto presidencial de Aécio Neves (PSDB) na próxima eleição para o Palácio do Planalto. O prefeito tem um entendimento firmado com o PT de apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. O mineiro sabe disso. Tanto que o PSDB, de Aécio, foi um dos partidos que mais atuaram para que a legenda de Kassab não fosse atendida no pleito de conseguir mais tempo de TV na propaganda eleitoral. Isso porque os minutos a mais devem migrar para a coligação de Dilma daqui a dois anos.

 

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