A saída para o acordo PT-PSB
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A saída para o acordo PT-PSB

Julia Duailibi

01 de abril de 2012 | 16h50

O acordo eleitoral PT-PSB passará agora pela eleição indireta a prefeito de Campinas, promovida pela Câmara Municipal no dia 10 de abril. O PSB, que quer sinalizações do PT em outras cidades para apoiar o pré-candidato Fernando Haddad em São Paulo, negocia o apoio petista ao vereador Arly de Lara Romeu (PSB). Se for eleito, Romeu governa a cidade até o final do ano. Em 2011, o então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e o vice Demétrio Vilagra (PT) foram cassados, e a Justiça determinou nova eleição.

As direções dos dois partidos sentaram para negociar na semana passada, após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PSB, Eduardo Campos, terem determinado prioridade em acordos eleitorais PT-PSB. Mas, apesar de Lula e Campos, não houve solução nas principais cidades, como Campinas, Franca, Marília e São José do Rio Preto.

Diante da dificuldade de acertos pelo Estado, a direção estadual do PT se reuniu com a executiva do partido em Campinas, na sexta-feira, e chegou à conclusão de que a saída para salvar a relação PT-PSB é fazer com que a bancada petista na Câmara vote no vereador socialista na eleição indireta.

Os petistas chegaram a oferecer o vice na chapa do pré-candidato do PSB, Donas Donizette, na eleição de outubro. Mas Donizette avisou que não tem a intenção de romper o acordo que firmou com o PSDB na cidade. E com os tucanos os petistas se recusam a ir para as urnas.

 

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