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A briga no PT pelos cargos da Câmara

Julia Duailibi

17 de abril de 2014 | 06h25

A disputa no PT pelo cargo de vice-presidente da Câmara, que pertencia a André Vargas (PR), será resolvida com o voto de 25 dos 88 deputados federais do partido, segundo uma das estimativas que circulam entre os petistas. Luiz Sérgio (RJ), que é da CNB (Construindo um Novo Brasil), tendência majoritária no PT, teria cerca de 35 votos. Paulo Teixeira (SP), da Mensagem ao Partido, 28 votos, entre os quais os da esquerda petista. Os votos restantes estão com parlamentares de outras tendências, como o Movimento PT, e da bancada de Minas.

A favor de Teixeira conta o fato de que ele ficou em segundo lugar na disputa anterior, que elegeu Vargas. Segundo esse raciocínio, seria justo que o partido lhe desse agora a cadeira. Contra ele – e a favor de Sérgio – está a própria divisão interna de cargos da bancada, que foi construída levando em consideração que a vice-presidência ficaria com a CNB. As outras tendências do partido acabaram contempladas em outros postos, como em presidência de comissões da Câmara.  Tirar da CNB a vice-presidência significaria mexer em toda a distribuição de cargos do partido na Casa.

Há a possibilidade ainda de José Guimarães (CE), que foi líder do PT no ano passado, entrar no páreo. Mas o deputado deu declarações ontem dizendo que está focado neste ano na disputa ao Senado pelo Ceará. A ver.

 

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