Zelaya, só um sem-teto

Zelaya, só um sem-teto

João Bosco Rabello

06 de janeiro de 2010 | 17h59

No próximo dia 27, termina o mandato que Zelaya estaria exercendo não tivesse sido deposto sob a acusação de descumprir  a Constituição hondurenha. Assume Porfírio Lobo, eleito recentemente.

Zelaya, de presidente refugiado a sem-teto isolado. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Zelaya, de presidente refugiado a sem-teto isolado. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Zelaya permanecerá na embaixada brasileira,  já na condição de ex-presidente. Será uma voz autista a exigir a renúncia de Micheletti, que não estará mais no cargo.

Resta a hipótese de transferir a exigência de renúncia ao novo presidente, com base na tese da ilegitimidade das eleições.  Será ainda mais quixotesco, para não dizer surrealista.

O subsecretário adjunto dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, está em Tegucigalpa pela quinta vez, mas isso a cada dia parece ter menos importância efetiva no processo.

E o Brasil… bem, o Brasil espera que Zelaya se disponha a sair da embaixada. Mas se não o fizer, não haverá ação de despejo. Fica lá como sem-teto.

Tudo o que sabemos sobre:

EUAHondurasZelaya

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.