Suplentes no esquema Arruda

João Bosco Rabello

21 de janeiro de 2010 | 15h50

O juiz Vinícius Santos, da 7a. Vara da Fazenda Pública, bem que tenta uma solução original para dar um mínimo de isenção ao processo político na Câmara Distrital de Brasília que investiga a corrupção no governo de José Roberto Arruda. Mas está difícil.

Ele suspendeu oito deputados distritais e dois suplentes das sessões relacionadas ao impeachment do governador, por considerar que  o envolvimento no escândalo de corrupção denunciado por Durval Barbosa, lhes retira a isenção necessária.

O problema é que os suplentes estão no jogo também.  O juiz vai ter que suspender mais um deles, Roberto Lucena,  que substituiria Roney Nemer (PMDB), investigado pela operação Caixa de Pandora.

Ele é irmão do empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, que aparece num dos vídeos de Durval Barbosa pagando propina para garantir um contrato milionário sem licitação. E reclama do alto valor da propina, ao que Durval responde que nada pode fazer, por ser  “ordem do Arruda”.

À medida que se fecha o cerco em torno do esquema de Arruda, aumenta a percepção de que ele envolve, pelo menos, um representante de cada setor que mantém negócios com o governo. E de que sua montagem foi planejada desde a eleição, com suplentes escolhidos “criteriosamente”.

A Linknet é uma das principais fontes de recursos do Mensalão do DEM no DF.  Para ela,  Uni Repro e Call Tecnologia, o GDF repassou R$ 130 milhões em 2009.

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