Sindicalistas sustentam que mínimo poderia ir além e chegar até mesmo a R$ 580

João Bosco Rabello

16 de fevereiro de 2011 | 20h21

São muitas as teses em sustentação a um salário mínimo maior de R$ 545. Nenhuma delas chamará a atenção do Planalto, mesmo que venham de sua base e de sindicalistas.

Pela simples razão de que o governo precisa demonstrar ao mercado um controle sobre sua base capaz de assegurar um mínimo cujo valor, de R$ 545, já virou referência de credibilidade para o ajuste fiscal.

Mas os sindicalistas mantêm a estratégia de insistir nos R$ 560 – e, em alguns casos, até mais que isso.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antonio Neto, assegura que o governo poderia ir além e bancar os  R$ 560, se quisesse, ou até mesmo R$ 580, sem prejuízos.

Ele diz que a afirmação se sustenta em dados do Ipea, Banco Central e Dieese.

“Bastaria baixar 1 ponto na taxa Selic e haveria mais R$ 15 bilhões no orçamento. Para cada real investido no mínimo haveria  retorno de 0,56 centavos para os cofres públicos investidos na área social”.

 O sindicalista aponta contradições nos governos Lula e Dilma.

“Quando o acordo foi feito com Lula, a meta era o crescimento, a baixa de juros, o aumento de salários e investimentos. Hoje, o governo propõe aumento dos juros, corte de investimentos e redução de salários”, diz.

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