Semeghini negocia com TCU liberação do Rodoanel

João Bosco Rabello

15 de fevereiro de 2012 | 07h00

Com o PSDB em alvoroço diante da possibilidade de candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura, o presidente do diretório municipal tucano, Julio Semeghini, circulou ontem pelo Congresso, em intensas articulações, inclusive com a base governista, pelo Rodoanel. “Estou aqui como secretário de Planejamento de São Paulo”, explicava. A missão de Semeghini é garantir a liberação do edital da licitação para a construção do Trecho Norte do Rodoanel, suspenso há dois meses por decisão liminar do ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Carreiro apresenta o voto liberando a licitação nesta quarta-feira (15), adiantou Semeghini. Após uma rodada de conversas, ele estava convicto de que o julgamento seria favorável à liberação da obra, estimada em R$ 7 bilhões. Mas admitiu a possibilidade de pedido de vistas, que adiem por mais uma ou duas semanas a decisão final.

O governo tem pressa na evolução das obras do Trecho Norte, porque abre uma nova via de acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, e a meta é entregá-lo para a Copa do Mundo de 2014. O Trecho Norte começa na interligação com o Trecho Oeste, na altura da avenida Raimundo Pereira de Magalhães, e termina na ligação com o futuro Trecho Leste, na rodovia Presidente Dutra, em Arujá.

O secretário lembra que este é um dos trechos mais difíceis, porque atravessa a Serra da Cantareira e prevê túneis de 90 metros de profundidade. A empresa Equipav S/A impugnou o edital relativo ao Trecho Norte, apontando irregularidades na fase de pré-qualificação dos licitantes.

Semeghini também se reuniu com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), a fim de articular a votação de três empréstimos do governo paulista junto ao Banco Mundial (BID), no valor de R$ 2 bilhões, para a conclusão do Rodoanel. Os empréstimos devem ser analisados em março pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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