Sem Rio e Espírito Santo, reunião do pacto federativo vira palco para Campos

João Bosco Rabello

13 de março de 2013 | 18h52

O encontro de governadores com os presidentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), hoje à tarde, para discutir o pacto federativo, não contou com os governadores do Rio e do Espírito Santo, Estados produtores de petróleo, Sérgio Cabral e Renato Casagrande, respectivamente.

A ausência foi combinada entre os dois, em protesto pela derrubada do veto presidencial que impedia a mudança nas regras de distribuição dos royalties sobre campos já licitados. Cabral nem enviou o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que pretende eleger seu sucessor. Casagrande faltou estando em Brasília.

Quem ficou à vontade foi o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que vestiu o figurino de candidato ao liderar a tentativa de acordo entre Estados produtores e não-produtores de petróleo. A preocupação dos governadores é que a derrubada do veto presidencial pelo Congresso não se transforme numa vitória de Pirro, pois ela não gera efeitos antes da batalha judicial encampada por Rio, Espírito Santo e São Paulo, que poderá retardar, por anos, a chegada desses recursos aos cofres estaduais.

A proposta do Campos candidato é a de que a União antecipe a receita esperada pelos Estados não-produtores, estimada em R$ 5 bilhões. Pura provocação para indispor governadores e o Planalto. A proposta do Campos governador, é a de que cada uma das três partes – União, produtores e não-produtores – abra mão de um terço dos recursos esperados. Caberia à União transferir os recursos aos não-produtores em operação financeira. Mas o Planalto recusou as propostas.

o governador do Ceará, Cid Gomes, opositor da candidatura de Campos dentro do PSB, discursou como aliado incondicional de Dilma Rousseff. Ele, que recentemente teve os cofres do Ceará engordados com recursos federais, fez questão de homenagear Dilma.

“Minha solidariedade ao governo da presidente Dilma que, entendo, tem feito o melhor para o Brasil”.

 

 

 

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: