Se vitorioso em Minas, Aécio encerra hegemonia paulista no PSDB

Se vitorioso em Minas, Aécio encerra hegemonia paulista no PSDB

João Bosco Rabello

28 de agosto de 2010 | 21h34

A se confirmarem a reversão do quadro sucessório em Minas e a solidez de Geraldo Alckmin em São Paulo, os dois Estados dão o oxigênio necessário à recomposição do PSDB após as eleições, numa eventual vitória de Dilma Rousseff.

aecio_neves_AEantonio-anastasia1Geraldo Alckmin - Valter Campanato-ABr

Aécio Neves pode encerrar hegemonia paulista no PSDB

O raciocínio é comum aos aliados do governo e à oposição e projeta a figura do ex-governador de Minas, Aécio Neves, como o líder político em torno do qual se reunirão os tucanos no futuro.

O cenário – tão hipotético quanto a vitória eleitoral de Dilma, é bom que se frise -, não exclui a força de Alckmin, se eleito governador de São Paulo como tudo indica que será. Mas o processo político que inferioriza Serra na disputa presidencial e fortalece Aécio na estadual, pelo conflito que precedeu a escolha do candidato tucano, já cumpriu o papel de quebrar a hegemonia paulista no PSDB.

Essa foi sempre a meta de Aécio, da qual jamais fez segredo. Ao exigir as prévias para a escolha do candidato do PSDB seguia o script traçado quando ainda presidia a Câmara dos Deputados.

Por isso, a recusa às prévias por parte de Serra é considerada hoje a “falha trágica” da ópera tucana, como sintetizou o deputado Miro Teixeira (PDT), da coligação adversária.

Dificilmente Aécio venceria as prévias, mas uma vez realizado o ritual democrático da escolha, teria como justificar ao seu eleitorado a prevalência do candidato paulista e garantido seu engajamento numa campanha que não teria Minas como a protagonista principal.

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