PT teme que abstenções aumentem no Nordeste com exigência do TSE

João Bosco Rabello

25 de setembro de 2010 | 19h00

A iniciativa do PT de recorrer ao STF para revogar a exigência de duas identidades para a votação, tem por base a altíssima abstenção registrada nas eleições de 2006, quando 20% dos eleitores não foram às urnas no segundo turno (23,9 milhões).

No primeiro turno, o índice foi de 16,7%  (21 milhões). Que aumentaria com a nova exigência, teoricamente onde Dilma Rousseff tem votação mais expressiva: na região nordeste.

Outra preocupação do PT é com os atingidos pelas enchentes de junho em Alagoas e Pernambuco.

Os dois Estados somam oito milhões de eleitores – mais da metade do eleitorado de Minas.

Em junho, mais de 100 mil pessoas deixaram suas casas por causa da enxurrada e perderam todos seus documentos.

Por essa razão, o TSE prorrogou até 30 de setembro o prazo para emitir segunda via do título.

O caso é tão importante para o partido que o presidente Lula acionou o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

É ele quem assina a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que o diretório nacional do PT protocolou na última sexta (24) no STF. A relatora é a ministra Ellen Gracie.

Bastos não pede a suspensão da lei, mas uma mudança de interpretação – que o eleitor seja dispensado da obrigação de apresentar os dois documentos caso o seu nome conste da lista da seção eleitoral.

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