PT pode sacrificar vaga do Senado no DF por mais TV para Agnelo

João Bosco Rabello

13 de abril de 2014 | 22h21

O diretório regional do PT no Distrito Federal estuda a possibilidade de ceder a vaga ao Senado, para legendas aliadas. Em troca, quer garantir o tempo de televisão como compensação pela debandada de  PSB e PDT da base aliada ao governador Agnelo Queiroz (PT).

Inicialmente, o deputado federal Geraldo Magela e o deputado distrital Chico Leite são os nomes do partido para disputar a vaga única ao Senado. Porém, cinco partidos nanicos da base de Agnelo formaram um grupo para pressionar o PT a negociar a vaga com as outras legendas.

PEN, PTC, PTdoB, PHS e PRP se uniram em um grupo denominado G5. Juntos, possuem três deputados distritais – um deles, Alírio Neto (PEN) ex- secretário de Justiça na administração petista. O principal argumento usado é o tempo de televisão que os cinco juntos podem acrescentar na chapa governista. Juntos, teriam aproximadamente dois minutos de propaganda.

Da chapa majoritária vitoriosa em 2010, por enquanto está mantido apenas o PMDB, que terá a vice mais uma vez com Tadeu Filippelli. PSB e PDT devem se unir numa chapa em torno do senador Rodrigo Rollemberg como candidato ao governo. O deputado federal Reguffe (PDT), proporcionalmente o mais votado do país em 2010, pode sair para o Senado.

A hesitação do PT decorre da fragilidade da candidatura de Agnelo. Um dos piores avaliados do país, o governador tem poucas chances de reeleição. Sem tempo de TV, mais ainda. A possibilidade estudada pelo partido é sacrificar a vaga do Senado para manter um tempo razoável de propaganda gratuita para Agnelo.

As candidaturas mais fortes são a de Rollemberg (PSB) e de Antonio Reguffe (PDT), mas a chance de uma chapa com ambos parece mais distante depois que o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, vetou a idéia. Para Lupi, ou Reguffe é cabeça de chapa ou não é candidato.