PT manterá pressão pela saída de Paulo Bernardo

João Bosco Rabello

06 de fevereiro de 2014 | 20h25

O PT não reduziu a pressão pela substituição do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, apesar de obter a cadeira da ex-ministra Helena Chagas. Ambos tiveram suas cabeças pedidas em reunião no Alvorada, dia 20 de janeiro, sob o pretexto da conveniência da campanha. Dilma cedeu Helena, mas nem conversou sobre Bernardo.

Na solenidade de posse dos novos ministros, a presidente reiterou seu compromisso com a liberdade de expressão, ao qual fez coro o ministro das Comunicações, na sequencia do dia, defendendo a regulamentação da mídia, excluídos os conteúdos. Ou seja, defende uma peça técnica, desvinculada de injunções ideológicas.

Tais manifestações – a da presidente e a do ministro – não seriam necessárias se fosse irreal a ameaça à liberdade de expressão vista no projeto do PT para o setor de comunicações. Se as fazem é para dar garantias de que o governo não embarcará em aventuras inconstitucionais do gênero. Portanto, a preocupação com a supressão dessas garantias tem sua razão de ser.

Os porta-vozes de mudanças que tragam controles antidemocráticos da atividade jornalística, passaram a sustentar que suas ideias e propostas não resvalam para a censura ou para restringir a liberdade de expressão. Não incluiriam os conteúdos, da mesma forma que avaliza o ministro Bernardo.

Porém, o histórico desses porta-vozes na defesa de mecanismos controladores e a ênfase com que pedem frequentemente medidas que contenham o que acreditam ser excessos da mídia, fazem de seus desmentidos a materialização de um comportamento protocolar.

Não conseguem a credibilidade necessária porque não dão sinais de sinceridade política.

Seu empenho nesse sentido está para a área das comunicações como o do governo para a economia.

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