PT conta com Lula para incrementar vantagem, mas com cuidados para não ofuscar candidata

João Bosco Rabello

14 de agosto de 2010 | 17h17

O programa eleitoral do PT vai explorar a estratégia de exibir a candidata Dilma Rousseff como a gestora por trás das realizações do governo, investindo contra a imagem de “lulo-dependente” com a qual a oposição a rotula. Ministra das Minas e Energia e da Casa Civil, ela terá sua imagem associada ao PAC e a programas de alcance social como o “Minha Casa, Minha Vida” e “Luz Para Todos”, entre outros.

DILMA

“Lula é importante, mas tem de ficar claro que a estrela é a Dilma”, afirma José Eduardo Dutra

Lula funcionará como um âncora político que apresentará (e avalizará) a candidata, atribuindo à sua capacidade administrativa a viabilização de projetos cujo êxito não repousam apenas na sua concepção, mas na capacidade de viabilizá-los – no que seu governo deve à candidata.

Essa, a estratégia, mas com a preocupação de não correr o risco de fazer Lula ofuscar a candidata. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, diz se basear na campanha de Márcio Lacerda (PSB) à Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo ele, a superexposição do então governador Aécio Neves (PSDB) e do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) como cabos eleitorais, escondeu Lacerda.

“A presença dele tem que ser eficaz: o Lula é importante, mas tem de ficar claro que a estrela é a Dilma”, disse.

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