PSDB faz acordo para alcançar cinco minutos na TV

João Bosco Rabello

19 de maio de 2014 | 16h47

O senador Aécio Neves espera concluir antes da Copa as negociações que podem lhe dar um total de cinco minutos na propaganda eleitoral de televisão na campanha deste ano. Aécio conversa com o Partido Trabalhista nacional (PTN), Partido Trabalhista cristão (PTC), PT do B e Partido Social Liberal (PSL) que, juntos somam 1 minuto de espaço na grade eleitoral.

Nos cálculos do PSDB, o acréscimo de tempo é considerado estratégico, porque tecnicamente cinco minutos permitem uma mensagem com princípio, meio e fim, ao contrário do tempo hoje disponível, de quatro minutos. O ideal seria, pelo menos, oito minutos para contrapor aos 13 da presidente Dilma Rousseff, dada a extensão de sua aliança partidária.

A pressa do pré-candidato do PSDB é para que ações mais importantes não fiquem pendentes para após o torneio mundial. Por isso, a direção do partido decidiu cumprir o máximo da pauta no período entre hoje (19) e 10 de junho, o que já incluiu, pela manhã, o lançamento da chapa estadual, com Pimenta da Veiga e o presidente da Assembléia de Minas, Dinis Pinheiro.

A antecipação do lançamento da chapa libera o ex-governador Antonio Anastasia, confirmado para a disputa da única cadeira do Senado, para o debate com o PT sobre as questões governamentais, puxando a linha de ação de campanha do partido no Estado.

Com chances muito concretas de se eleger, Anastasia tem a suplência disputada pela perspectiva de assumir a Casa Civil em eventual governo de Aécio Neves, abrindo vaga no Senado.

Com a decisão do PSB de romper o pacto com o PSDB lançando candidato próprio em Minas, a primeira suplência de Anastasia está reservada ao PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, ficando a segunda suplência para ser definida entre DEM e o partido do ex-governador Eduardo Campos.

Não obstante o fim do pacto com o PSB, a ordem no PSDB é preservar a convivência histórica com os socialistas em Minas, que rendeu a eleição de Márcio Lacerda para a prefeitura de Belo Horizonte em 2008. O próprio Lacerda tentou reverter a decisão do seu partido quanto à candidatura própria, mas sem êxito.

 

 

 

Tendências: