PMDB perde uma vaga do Senado para o PSDB

João Bosco Rabello

22 de outubro de 2011 | 21h03

O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), investe na vinda do mineiro Clésio Andrade (PR) para a bancada. A mudança depende de um desfecho amigável do impasse de Clésio com o secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto.

Clésio e Valdemar já vinham em rota de colisão antes da crise no ministério dos Transportes que defenestrou o PR do governo. Com o episódio, o atrito entre ambos aumentou: Valdemar foi acusado de pagar um mensalão à bancada na Câmara sobre a qual exerce um comando exclusivo.

Renan conta com a chegada de Clésio para preencher a vaga deixada com a saída de Wilson Santiago (PMDB-PB). Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Santiago terá de ceder o lugar para o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que tomará posse com o adiamento da vigência da Lei da Ficha Limpa

O PMDB tem 19 senadores, mas Renan não controla o chamado G8, formado por oito senadores independentes. A saída de Santiago faz com que o líder perca não apenas um membro da bancada, mas um de seus aliados fieis.

Em compensação, o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), comemora a chegada de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que eleva o número da bancada tucana para 10. Um a mais para avalizar as ações da oposição, como requerimentos de CPI.

No momento, Dias conta com Cássio para assinar requerimento para dar urgência à regulamentação da Emenda 29 – a que amplia os gastos com saúde de 7 para 10% -, que o governo preferia que andasse devagar no Senado. Dias precisa do aval de 41 senadores. Waldemir Moka (MS), do PMDB, já prometeu que assina.

 

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