PMDB dá “chega pra lá” em Lula

PMDB dá “chega pra lá” em Lula

João Bosco Rabello

11 de dezembro de 2009 | 14h22

Com todo o respeito, o Lula cuida do PT que do PMDB cuidamos nós. Esse é o espírito da nota que o PMDB divulgou há pouco reagindo à tentativa do presidente da República de impor ao partido uma lista tríplice para a escolha do candidato a vice na chapa da ministra Dilma Rousseff.

Provocação do Presidente testa os limites do PMDB. Foto: Paulo Pinto/AE

Provocação do Presidente testa os limites do PMDB. Foto: Paulo Pinto/AE

“A declaração do Presidente Lula, com todo respeito, não bate à porta do PMDB. Ela fica nesses, ainda, imprevisíveis caminhos que levarão à eleição presidencial”, diz a nota. E mais: ” O PT já definiu sua candidatura à presidência. Seus critérios e discussões internas merecem o respeito, a lealdade e a confiança do PMDB. Mas a recíproca tem, e terá, que ser absolutamente verdadeira. E o nosso Partido sequer admite pensar diferente. O ‘correto’ para o PMDB é o que o PMDB entender ser o correto”.

Mais claro não podia ser. À medida em que vai se aproximando a Convenção Nacional do PMDB,  que teoricamente aprovará o pré-compromisso do partido com o PT, Lula vai afinando o discurso de conveniência, para o público interno, com o objetivo de reduzir os efeitos das alianças regionais na autonomia do PT. O mesmo faz o PMDB.

É uma demarcação prévia de territórios e limites. Não há como Dilma impor o candidato de sua chapa, como também não há como excluí-la dessa escolha. É uma negociação  que tem sua hora e ela ainda não chegou. Mas as posições começam a ser colocadas, de lado a lado. A provocação do presidente testa os limites do PMDB.

Leia abaixo a íntegra do texto:

“NOTA À IMPRENSA

A declaração do Presidente Lula, com todo respeito, não bate à porta do PMDB. Ela fica nesses, ainda, imprevisíveis caminhos que levarão à eleição presidencial. Sabemos haver um pré-compromisso entre o PT e o PMDB, atendendo a um apelo do Presidente da República, para estarmos juntos em 2010.

O PT já definiu sua candidatura à presidência. Seus critérios e discussões internas merecem o respeito, a lealdade e a confiança do PMDB. Mas a recíproca tem, e terá, que ser absolutamente verdadeira. E o nosso Partido sequer admite pensar diferente. O “correto” para o PMDB é o que o PMDB entender ser o correto.

É o debate, é a decisão democrática e soberana da convenção nacional que escolherá, ser for aprovada a aliança, o seu único candidato à vice-presidência da República. Essa prerrogativa, esse direito, por favor, ninguém tente restringir. Em respeito ao PMDB.

E aproveito, também, para mais uma vez reafirmar, em qualquer direção, o nosso compromisso maior com as nossas bases, lideranças estaduais e municipais – o grande patrimônio do PMDB.

Deputado Henrique Eduardo Alves (RN)

Líder do PMDB

Brasília, 11 de dezembro de 2009″

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