Petrobrás contesta artigo sobre investigação interna

João Bosco Rabello

03 de abril de 2014 | 18h50

Em nota publicada abaixo, assinada pelo gerente de Imprensa de Comunicação Institucional, a Petrobrás contesta artigo veiculado no serviço Broadcast Político, da Agência Estado, e reproduzido neste blog, sobre as investigações internas anunciadas pela empresa relativas à compra da refinaria de Pasadena e à denúncia de suborno de funcionários da empresa. Em outro post comento.

“A Petrobras repudia fortemente os termos utilizados pelo jornalista João Bosco Rabello, em “Notas da Petrobras reforçam CPI”, publicadas no dia 1 de abril de 2014, na Agência Estado.

    O jornalista cometeu impropriedades e injúrias ao qualificar como “peça de ficção” o trabalho do grupo de gerentes seniores da empresa, na investigação interna relacionada a denúncias veiculadas na imprensa de eventuais subornos da empresa holandesa SBM a empregados da Petrobras.

    Ao avaliar o período de duração dos trabalhos (de 13 de fevereiro a 29 de março de 2014) e afirmar que poderia ter se resumido a um dia de análise, o jornalista põe em dúvida, sem ter base para tanto, a metodologia de investigação interna, conduzida por executivos da Petrobras. Se o período fosse de apenas um dia, como sugere o jornalista, seria, sim, apressada e frágil.

    Historicamente, a Petrobras tem apurado, de forma sistemática, em todas as suas áreas, toda e qualquer denúncia que recebe, via Ouvidoria Geral ou por fatos relatados interna ou externamente à empresa.

Ao mesmo tempo, tem cooperado com órgãos de controle externos como CGU, TCU e MPF. No caso de Pasadena, da mesma forma, a Petrobras constituiu comissão especial para, em 45 dias, apurar todos os fatos relativos ao processo de sua aquisição.

    A principal ambiência corporativa da companhia está associada a empregados que entraram na empresa por concurso público, possuem excelência técnica reconhecida internacionalmente e zelam pela ética nas suas relações internas e externas.

Esses empregados, quando se deparam com evidências de conduta imprópria, não hesitam em tomar ações punitivas de toda ordem. Ignorar esta evidência é ignorar a trajetória pública de uma empresa de 60 anos, que não tem como prática livrar-se de denúncias, mas esclarecer interna e externamente os fatos reais e dar a devida satisfação aos órgãos competentes.

    É inaceitável que, sem a devida apuração ou esclarecimento dos fatos, tal trabalho, tão crível, seja comparado a “uma nota de três reais”. Inaceitável num trabalho jornalístico a menção a uma fraude, quando não se apurou devidamente a informação.

    Os gestores da empresa, liderados pela Diretoria Executiva, têm a devida autonomia para apurar, como sempre tem sido, toda e qualquer irregularidade. Também neste caso, o jornalista, ao duvidar de tal autonomia, o faz sem evidências objetivas, como requer o bom jornalismo”.

Lucio Pimentel
Gerente de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobras

 


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