Paulo Octávio volta atrás e diz que fica

João Bosco Rabello

18 de fevereiro de 2010 | 17h35

Depois de muita hesitação, o governador em exercício de Brasília, Paulo Octávio, leu agora carta que entregou pela manhã pessoalmente ao presidente Lula, em que anuncia sua disposição de permanecer no cargo.

Não renunciou, como sugeriu que faria, mas deu à sua decisão caráter temporário, informando que mantém a carta de renúncia no bolso para a eventualidade de voltar atrás na sua decisão.

Reconheceu que mantém-se no cargo sem apoio político, mas que teme pela intervenção federal caso renuncie.

Deu como referência para uma possível reavaliação dessa decisão, o julgamento do pedido de intervenção pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão de Paulo Octávio mantém a exposição negativa sobre suas empresas, que levam seu nome,  e que estão mencionadas nas investigações do esquema de corrupção que afastou o governador Arruda. 

Surpreendentemente, optou pela política mesmo sem ter conseguido do presidente Lula o apoio que pediu pela manhã, em nome da governabilidade.

Esse blog apurou junto ao presidente Lula que ele não se comprometeu com o governador interino.

Limitou-se a informá-lo que se comportará institucionalmente e que Brasília é, hoje, caso para o Judiciário.

Uma forma elegante de negar o apoio solicitado.