Paulo Octávio vai desistir mesmo

Paulo Octávio vai desistir mesmo

João Bosco Rabello

21 de fevereiro de 2010 | 15h53

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Não durou 48 horas a decisão do empresário Paulo Octávio de permanecer no governo do Distrito Federal.

Ele foi convencido por amigos e assessores mais próximos a tirar do bolso a carta de renúncia.

O “Dia do Fico” de Paulo Octávio tinha o objetivo de construir um pacto político em torno do interesse comum dos atingidos pela crise em evitar a intervenção federal em Brasília.

O efeito foi contrário: sua permanência aumentou as chances da intervenção. E, com ela, o medo maior: abrir o debate em torno da revisão da autonomia política do Distrito Federal.

São exatamente esses dois pontos – intervenção e autonomia do DF -, que constituem a espinha dorsal da carta revisada de renúncia que o governador em exercício apresentará na semana que se inicia amanhã.

Paulo Octávio jogou a toalha e reconheceu que o sonho de governar Brasília é só um fetiche e que amor mesmo ele tem pelas suas empresas.

Já teve seu momento Aloizio Mercadante, de renunciar à renúncia. Agora, renuncia à renúncia da renúncia.

Não custa esperar para ver.

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