Paulo Octávio renunciou

Paulo Octávio renunciou

João Bosco Rabello

23 de fevereiro de 2010 | 17h47

ACM Neto, Aldemir Santana e Rodrigo Maia refletem o clima de velório no DEM. Foto: Celso Junior/AE

ACM Neto, Aldemir Santana e Rodrigo Maia refletem o clima de velório no DEM. Foto: Celso Junior/AE

Conforme antecipou este blog há dois dias, Paulo Octávio acaba de renunciar ao governo de Brasília.  Desfiliou-se, antes, do DEM, que o expulsaria amanhã.

A carta, que será conhecida daqui a pouco, justificará a decisão com a falta de lastro político para permanecer no cargo no contexto de uma crise sem precedentes.

A hesitação que antecedeu a decisão de hoje será explicada como uma tentativa de instalar um governo de união, com o principal objetivo de evitar a intervenção no DF.

Sem Paulo Octávio e com Arruda preso e licenciado do cargo, assume interinamente o presidente da Câmara, Wilson Lima, aliado de primeira hora do governador.

A situação de Paulo Octávio era insustentável. Sem apoio do DEM nacional e com seu processo de impeachment marcado para a próxima quinta-feira, começaria a viver um calvário.

Com super-exposição diária na mídia, teria que responder a um rosário de denúncias sofrendo a investigação pública antes ainda de uma possível intervenção federal na Capital.

O DEM não sai bem do episódio: como no caso de Arruda, só reagiu quando não havia mais fórmula capaz de preservar Paulo Octávio.