Paulo Octávio na Justiça comum

Paulo Octávio na Justiça comum

João Bosco Rabello

05 de março de 2010 | 14h20

Quatro anos e meio, um escândalo e uma renúncia depois, o processo contra o ex-vice-governador Paulo Octávio, por desvio de R$ 240 milhões da Funcef  (Fundo de Pensão dos Funcionários da Caixa Econômica),  sairá do Supremo Tribunal Federal para a primeira instância.

Significa que o pedido do Ministério Público Federal de bloqueio de bens do empresário para garantir o ressarcimento do dinheiro à União, será finalmente  examinado pelo juiz da 14ª Vara da Justiça Federal.

 O foro privilegiado obtido com a eleição para o Senado, em 2002, blindou o empresário contra o processo que começou em 2005.

 Mesmo renunciando ao mandato em 2007 para assumir o cargo de vice-governador, ele conseguiu protelar até agora a análise desse pedido.

 O MP responsabiliza mais 38 réus pelo desvio e acusa a Paulo Octávio Empreendimentos de ter recebido R$ 160 milhões para um projeto imobiliário na Asa Norte e para integralizar sua parte no Fundo. Mas, segundo a ação, ele não fez a contrapartida.

 Depois de três anos e meio na Procuradoria –Geral da República, o processo ficou um ano e meio com o relator  no STF, ministro Cézar Peluso.

 Coincidência ou  não, após o envolvimento no escândalo do DF e o desgaste  político,  Peluso despachou o processo em janeiro.

Contra a decisão publicada semana passada  não cabe mais recurso.