Patrocínio discutível

Patrocínio discutível

João Bosco Rabello

18 de dezembro de 2009 | 14h00

Além de mostrar que o Governo do Distrito Federal não dispensa nada quando se trata de propina, o episódio com a escola de samba Beija-Flor é uma ótima oportunidade para encerrar o ciclo que transformou o carnaval em vitrine para propagandas oficiais. Virou febre o  patrocínio de escolas de samba em troca da divulgação de Estados brasileiros, mas que se transforma em propaganda indevida de governos.

Negociação com governo do DF macnhou biografia de Joãozinho Trinta. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Negociação com governo do DF manchou biografia de Joãozinho Trinta. Foto: Wilson Pedrosa/AE

O esquema ampliou para fora das fronteiras cariocas o envolvimento do governo estadual com o jogo do bicho e seus subprodutos, entre os quais se inclui o tráfico de drogas. E presta-se ao elogio pago a governos e governadores que, como se viu em Brasília, podem estragar o carnaval da escola patrocinada. E arranhar biografias como a de Joãozinho Trinta. Que, segundo o bicheiro Anísio Abrahão David, teria cobrado quarenta (por cento).

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